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A Descoberta do Verdadeiro Amor

21/03/2007 GMT 1

Amor Imaturo

robertitta @ 12:49

Eu posso dizer que já vivi relacionamentos onde o amor ocupava uma posiçao superior e também relacionamentos onde o sexo ocupava essa posiçao e concluo que o relacionamento duradouro tem que ter amor e sexo na mesma medida. Um nao pode querer se melhor que o outro e se destacar, pois nada exagerado é capaz de manter o equilíbrio. O equilíbrio de uma relaçao só é possível quando esses dois ingredientes sao dosados na mesma proporçao.

Quando conheci Daniel, trabalhávamos em uma empresa de telecomunicaçao. Eu era assistente na filial da minha cidade e ele gerente de programaçao na matriz que se encontrava na capital. Começamos a nos falar por mensagens instantâneas, sobre assuntos profissionais, mas logo nos tornamos amigos. Acontece que ele se apaixonou por mim, sem me conhecer e pouco a pouco foi revelando esse sentimento, de forma tímida.

Eu estava sozinha há algum tempo e embora nao estivesse a procura, alguém bateu em minha porta e resolvi atender ao chamado. Fui me entregando a esse sentimento que a cada dia ganhava mais força. Era muito bom saber que ali do outro lado da tela, alguém me esperava todas as noites para saber como eu estava e para me dizer palavras de carinho, amizade e amor. Posso dizer que no amor ele era perfeito e cuidava de mim em minhas noites solitárias. Um mês depois do início do nosso namoro virtual, ele veio até a minha cidade, a trabalho e estenderia pelo final de semana para que ficassemos juntos.

Na sexta-feira, às 5 da manha, fui esperá-lo na rodoviária e o acompanhei até o hotel. Nos beijamos, abraçamos . Durante o dia conversamos bastante no trabalho, almoçamos juntos e trocávamos olhares sem que ninguém soubesse da nossa relaçao.

Eu estava passando por um stress muito grande no trabalho e estava nos últimos dias para encerrar período na faculdade e isso me deixava simplesmente desgastada fisica e psicologicamente. No final da tarde, sozinha no escritório, comecei a sentir tonturas, dores fortes na barriga e minha vista escureceu. Tentei me recompor mas nao conseguia melhorar. As dores pareciam cada vez mais fortes e tomavam conta de mim. Em casa, quase sem conseguir falar, liguei para o Daniel:

- Dani, eu estou passando muito mal, nao pude ir a faculdade e também nao conseguirei sair com você pela noite, como combinamos. Eu sinto muito.

Eu nao sabia como agir para convencê-lo da minha situaçao. Estava muito evidente que eu havia me frustrado ao conhecê-lo pessoalmente, embora essa nao fosse a verdade. Meu final de semana estava arruinado pela gastrite nervosa que me atacou e no sábado ao despertar, as dores eram ainda mais fortes. Daniel me ligou dizendo que voltaria para a capital e eu precisava fazer alguma coisa. Falei com meus pais que o meu namorado passaria o final de semana conosco em casa.

- Namorado? Desde quando você tem namorado?

Pior do que explicar a situaçao para os meus pais, foi ter que apresentá-lo para a minha família antes da hora prevista e ter que passar o meu primeiro final de semana com ele, em casa e na companhia dos meus pais.

Meu namorado era tao tímido que nao ouvimos sua voz naquele final de semana e ainda estou quase segura de ter ouvido ele chorar no quarto.

Continuamos o namoro à distância. Eu já estava acostumada com esses relacionamentos virtuais, mas com o Daniel eu nao tinha tanto entusiasmo. Alguma coisa nele nao me agradava. Acho que eram as maos. Eram gordas e sempre que eu lembrava da sua mao, tinha vontade de sair correndo, ou melhor, desligar o computador.

Mas eu me esforçava, afinal, ele falava do futuro. Iríamos casar. Nos veríamos todos os meses até a minha formatura e depois eu mudaria para a capital. Trabalharíamos juntos e depois de um ano: casar. Eu estava feliz porque era a primeira vez que havia feito planos com data marcada.

Mas o meu namorado era muito tímido e tinha uma coisa que faltava conhecer antes de falar em casamento. Nesse ponto a minha timidez era limitada e logo consegui esquentar um pouco nossos planos. Em meio a sua timidez ele conseguiu dizer que sentia muito desejo por mim. Conseguiu atiçar os meus desejos pois nada me sensibiliza mais do que sentirme desejada.

Um mês depois, estava na capital. Depois desse tempo com planos tao calorosos, eu imaginei que passaríamos a tarde fazendo amor, mas enquanto eu estava acessa, ele fugia dos meus carinhos. Passamos o dia no shopping. Durante a noite, ele preferiu um filme, tao tedioso que poderia me dar sono, mas nada me faria dormir naquele momento. Fomos para cama.

Confesso que me desempenhei o máximo que pude, mas alguma coisa nele nao despertava. Quando parecia despertar, dormia rapidamente. Eu nao queria desistir, embora cansada, mas para mim foi o último suspiro quando ele falou:

- Amor, estou muito emocionado e nao vou conseguir.

Desmontei na cama e acredito ter dormido de um só lado toda a noite. Ao despertar tentamos novamente, depois do almoço também, mas nao foi possível. Ele ainda se encontrava muito "emocionado".

No caminho para a rodoviária eu tentava entender qual era o problema, enquanto ele fazia planos para o nosso casamento e me mostrava as casas que inspirariam nosso lar. Eu olhava para ele e nao acreditava que ele era capaz de sorrir depois de tudo.

Continuamos o nosso relacionamento e o que me deu forças para prosseguir foi pensar que talvez ele era o último romântico e queria me preservar até o casamento. Por um lado mergulhada em nosso conto de fadas e por outro lado frustrada pelas minhas tentativas esgotantes.

Faltava uma semana para ele vir me visitar, quando me ligou pela madrugada, aos prantos, dizendo que sonhou que havia me perdido. Ele mal conseguia falar, chorava como uma criança com medo de um pesadelo.

No dia seguinte terminei o nosso namoro. Enquanto ele acreditava ter tido uma visao do futuro em sonhos, eu acreditava que naquela madrugada, ele me deu uma luz. A lembrança das suas maos, do meu esforço em vao e de um homem que me liga pela madrugada, chorando por causa de um pesadelo, me deixaram desiludida por completo.

Nada em exagero é bom e dessa vez o amor era muito exagerado. Em nenhum momento eu cogitei a ideia de que terminaria sozinha por ser tao radical em minhas atitudes. Confesso ser uma mulher um pouco exigente, mas nao me atrevo a investir em uma relaçao quando nao me sinto realizada como mulher. Posso até tentar, mas nao consigo fazê-lo por muito tempo. Está dentro de mim. E eu me sinto uma Mulher, independente e capaz de identificar o que realmente me prenderia em uma relaçao.

As vezes me sinto um pouco diferente de minhas amigas. Sou mais extremista nas minhas escolhas e embora muitas vezes sozinha, aprendi que a solidao me faz uma grande companhia e, quando comigo mesma, posso entender-me e conhecer-me o suficiente para concluir que a vida solitária, as vezes, pode ser a melhor escola.

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